The Portraits é meu trabalho de pintura digital, que vêm se arrastando desde 2005. Chegou a ganhar nome, projeto, perspectiva de séries… mas de fato nunca passou de pinturas isoladas em momentos esporádicos desde aí. Nunca encarei realmente como um trabalho, que tem prazo, hora, que deve ser feito. Aliás, como nunca encaro absolutamente nada em minha vida. Sábio avô eu tenho que diz: “Trabalho nenhum presta”. Quando se trabalha no que gosta, e se sustenta com isso é bom - já experimentei. Mas sempre tem um ponto onde vira realmente trabalho, e aí fica tudo uma merda… whatever.

Quase finalizada a pré-pintura, que inclui seleção e recorte das imagens, alterações nas cores e ajustes de luz. Ainda há o último passo pré-pintura, que já utiliza o “pincél”, mas apenas pra suavizar os pixels para utilizá-los como tinta.
Sempre havia usado imagens de meninas que encontrava pelo Orkut. Agora em 2009, fiz pedidos (convites) à meninas que encontrei pelos blogs e twitters da vida. E sempre como background as paisagens urbanas, fotos minhas. Havia convidado várias meninas novamente, pego fotos e etc, e de repente perdi o “tesão”, parei, não mexi mais; estava com dificuldade até mesmo de conseguir backgrounds que me agradassem realmente. Até que, dia desses, na minha rotina de dormir, fumar, beber café e jogar Wow, pensei em porque não usar as lindas imagens dos lugares deste game. Eita, que nerdice, né? Foda-se, é minha vida mesmo, e esses trabalhos se relacionam diretamente com a maneira como vejo, estou vendo ou vivendo a vida; são minhas fantasias, e neste ponto, a fantasia do lore de warcraft faz parte do que vivo agora – minha fuga preferida, hoje.
Aí começou a dar vontade de pintar de novo, e como havia já iniciado as edições de uma foto da Baunilha (Bruna Calheiros), fui procurar ingame um lugar que combinasse, não com ela (não a conheço), mas como eu a vejo ali, naquela foto específica. Encontrei Darnassus, mas depois achei que ela ficaria melhor em Dalaran, como uma espécie de princesa ou nobre daquela cidade mística.
Acho que recomeço a pintar, mas há dias que olho pra tablet aqui do meu lado, com um monte de bagulho em cima, imunda de poeira e cinzas de cigarro – preguiça de tudo. Talvez uma hora crie coragem de me mexer um pouco além do que me mexo pra usar o pc ou me movimentar pra cama, o banheiro ou a cozinha e recomece de fato, não fique só no pensamento.
Ando “fotografando” diversos lugares ingame, e pensando nas outras meninas convidadas. Talvez surja aí, uma nova série inacabada (Wow Series?). Enfim, não tô muito inspirado pra escrever, muito inspirado pra nada. Preguiça de pensar, de comer, de sair de casa, de viver… fica aí um texto esquisito e embolado, como meus pensamentos, apenas porque queria compartilhar essa “nova”.
Há dias tento lidar com a obsessão de começar a jogar WoW novamente. Pra maioria das “pessoas normais” ou na maioria dos “jogos normais”, isso poderia soar bem estranho, exagerado, talvez. Alguns, principalmente aqueles que nunca jogaram World of Warcraft por tempo suficiente, vão ler isso aqui e continuar achando exagerado, mas… não importa se sou eu ou o jogo, ou ambos. O fato é que estou louco pra jogar novamente, mas vou tentar manter isso longe de mim de qualquer maneira.
Em julho, depois de jogar enlouquecidamente por quase 4 meses, estava prestes a ser internado, não por conta disso, mas sabia que na depressão profunda em que eu estava, jogar era uma ótima fuga do mundo real.
Tirei fotos dessa cadeira, onde estou sentado agora, pra colocar no blog. Gostaria de escrever algo sobre isso, mas nem sei bem o que.
Venho refletindo à respeito de minha presença e frequência em redes sociais, como Twitter, Orkut e Facebook principalmente, além de qualquer outro meio de comunicação online, ao longo do tempo. Geralmente me apego a um em especial e o utilizo compulsivamente, assim como todos os dias ligo o Pc na página do Gmail, pra conferir emails, me ligo também automaticamente à esta rede da vez. A rede da vez agora é o Twitter, e inicio o Tweet Deck logo após abrir o Gmail, sempre que ligo o computador. Virou mania, e/ou uma necessidade, inventada é claro, mas ainda assim, necessidade. Mas porque preciso tanto, ou penso precisar, estar conectado à essas redes? Entendi esse motivo há bem pouco tempo, após sair de
Percebi também um outro comportamento, que tem a ver com
Lembro-me da primeira HQ de heróis que li, Novos Titãs nº8 (1986). Comprei em uma rodoviária, por não ter nenhuma da Mônica e similares (Maurício de Souza), mas isso não interessa aqui. Mais tarde, em sua edição nº12, começava
E assim tenho vivido a vida, ou passado por ela; próximo de pessoas que admiro, ou invejo, não sei precisar. Minha própria vida – um limbo - um curta-metragem com cenas de uso de drogas e internações psiquiátricas. Somando ao meu sempre presente gosto, e semi-dedicação à arte, minha vida mais uma vez é contada por outros… aqueles filmes que eu vi e me identifiquei, do artista atormentado, incompreendido e brilhante.
Decididamente, eu não nasci pra isso… Foram 5 horas fazendo baldeações, só por conta dos 40 minutos de terapia. Quem é que vai me devolver as 4:20hs que foram pro ralo?
Calma que não tem nada pronto aqui.


