The Portraits . Bruna Calheiros (Baunilha) . Wow series?

November 14th, 2009 by Eric Coutinho No comments »

The Portraits é meu trabalho de pintura digital, que vêm se arrastando desde 2005. Chegou a ganhar nome, projeto, perspectiva de séries… mas de fato nunca passou de pinturas isoladas em momentos esporádicos desde aí. Nunca encarei realmente como um trabalho, que tem prazo, hora, que deve ser feito. Aliás, como nunca encaro absolutamente nada em minha vida. Sábio avô eu tenho que diz: “Trabalho nenhum presta”. Quando se trabalha no que gosta, e se sustenta com isso é bom - já experimentei. Mas sempre tem um ponto onde vira realmente trabalho, e aí fica tudo uma merda… whatever.

bruna_calheiros_baunilha_dalaran_warcraft_the_portraits

Quase finalizada a pré-pintura, que inclui seleção e recorte das imagens, alterações nas cores e ajustes de luz. Ainda há o último passo pré-pintura, que já utiliza o “pincél”, mas apenas pra suavizar os pixels para utilizá-los como tinta.

Sempre havia usado imagens de meninas que encontrava pelo Orkut. Agora em 2009, fiz pedidos (convites) à meninas que encontrei pelos blogs e twitters da vida. E sempre como background as paisagens urbanas, fotos minhas. Havia convidado várias meninas novamente, pego fotos e etc, e de repente perdi o “tesão”, parei, não mexi mais; estava com dificuldade até mesmo de conseguir backgrounds que me agradassem realmente. Até que, dia desses, na minha rotina de dormir, fumar, beber café e jogar Wow, pensei em porque não usar as lindas imagens dos lugares deste game. Eita, que nerdice, né? Foda-se, é minha vida mesmo, e esses trabalhos se relacionam diretamente com a maneira como vejo, estou vendo ou vivendo a vida; são minhas fantasias, e neste ponto, a fantasia do lore de warcraft faz parte do que vivo agora – minha fuga preferida, hoje.

Aí começou a dar vontade de pintar de novo, e como havia já iniciado as edições de uma foto da Baunilha (Bruna Calheiros), fui procurar ingame um lugar que combinasse, não com ela (não a conheço), mas como eu a vejo ali, naquela foto específica. Encontrei Darnassus, mas depois achei que ela ficaria melhor em Dalaran, como uma espécie de princesa ou nobre daquela cidade mística.

Acho que recomeço a pintar, mas há dias que olho pra tablet aqui do meu lado, com um monte de bagulho em cima, imunda de poeira e cinzas de cigarro – preguiça de tudo. Talvez uma hora crie coragem de me mexer um pouco além do que me mexo pra usar o pc ou me movimentar pra cama, o banheiro ou a cozinha e recomece de fato, não fique só no pensamento.

Ando “fotografando” diversos lugares ingame, e pensando nas outras meninas convidadas. Talvez surja aí, uma nova série inacabada (Wow Series?). Enfim, não tô muito inspirado pra escrever, muito inspirado pra nada. Preguiça de pensar, de comer, de sair de casa, de viver… fica aí um texto esquisito e embolado, como meus pensamentos, apenas porque queria compartilhar essa “nova”.

Abstinência de World of Warcraft (WoW) . Meu karma nos jogos online

September 25th, 2009 by Eric Coutinho No comments »

blog_eric_coutinho_world_of_warcraft_wow_jogos_online_gamesHá dias tento lidar com a obsessão de começar a jogar WoW novamente. Pra maioria das “pessoas normais” ou na maioria dos “jogos normais”, isso poderia soar bem estranho, exagerado, talvez. Alguns, principalmente aqueles que nunca jogaram World of Warcraft por tempo suficiente, vão ler isso aqui e continuar achando exagerado, mas… não importa se sou eu ou o jogo, ou ambos. O fato é que estou louco pra jogar novamente, mas vou tentar manter isso longe de mim de qualquer maneira.

O texto vai ser cheio de termos do jogo, mas não vou me dar
ao trabalho de explicá-los, nem colocá-los entre aspas.

No início de 2008, soube de um servidor privado só para amigos de uns conhecidos meus. Achei uma bobagem, os gráficos ruins, mas instalei e comecei a jogar. Upei um mage até o level 46, o que durou uns dois meses de diversão num momento difícil pra mim. Jogávamos juntos e isso foi bom naquela época. Depois enjoei.

Em março deste ano, resolvi jogar novamente e soube que aquele private server não estava mais funcionando. Então procurei outro servidor pirata private server pra jogar, e achei um dos, senão o maior do Brasil, com milhares de jogadores (hoje com cerca de 1500 players online simultâneamente). Comecei a upar, novamente um mage, bem devagar. Demorei um mês e meio pra chegar ao level máximo da expansão Burning Crusade e aí sim entendi quando dizem:

O jogo só começa depois de chegar ao level 70.

O jogo começa, e a compulsão também. 

Depois do level 70, as tarefas a realizar e objetivos a alcançar se multiplicam. Quanto mais objetivos você alcança, novos objetivos surgem, num ciclo interminável. Seu personagem, ou char (e ítens relacionados), acaba sendo uma longa construção, que você estima como a um bichinho de estimação, ou um super gadget que demorou meses pra comprar.

Há também toda uma questão de reputação, entre os contatos que acabam sendo feitos, seja em Battlegrounds ou Instances e Dungeons. Você passa a conhecer os lugares, e as pessoas que caminham por ali, com seus chars, passa a ver e ser visto, convidar e ser convidado. À medida que progride vai ficando mais forte, menos vulnerável, mais importante naquele mundinho.

blog_eric_coutinho_wow_fly_mount_nagrandEm julho, depois de jogar enlouquecidamente por quase 4 meses, estava prestes a ser internado, não por conta disso, mas sabia que na depressão profunda em que eu estava, jogar era uma ótima fuga do mundo real.

Então decidi o impensável pra qualquer player de WoW: Deletar meu char no servidor.

O que isso significa? Que seu bichinho de estimação, seu gadget predileto, vai pra vala, pro limbo, desaparecer por completo, sem chance de retorno. Num lampejo de sanidade, deletei.

Voltando da internação, um mês depois, decidi alongar essa distância, desintalando o jogo e deletando os arquivos de instalação do Pc. Afinal, eu ainda poderia começar outro char do zero… Mas nos últimos dias, principalmente depois de saber que minha namorada ex-namorada ainda joga de vez em quando, e que instalaram a nova expansão no server, The Wrath of The Lich King, ando pensando obsessivamente em reinstalar. Lembrei que tinha 2 DVDs com os arquivos de instalação, e outro dia desses passei a faca nos dois e joguei no lixo. Mas ainda assim, a obsessão continua.

Se eu quiser jogar agora, terei que baixar cerca de 12Gb de arquivos pela internet, entre expansões e patches infindáveis – uma tortura pra baixar, e instalar. Depois desse calvário, ainda teria que começar um personagem do zero, que é um saco pra quem já jogava em outro nível. E com a nova expansão o level máximo chega a 80, sendo que, mesmo no level máximo, a distância entre um player e outro pode ser absurda, de acordo com os equipamentos que vão conquistando através de BGs, Instances, Quests, etc. Ou seja, pra ter um char como era o meu, põe aí pelo menos dois meses jogando direto, e esquecendo da vida real.

O termo “no-life”, atribuído à jogadores compulsivos de WoW é perfeito.

 

No fundo, eu sei que se eu começar não paro mais, fico obsessivo, nolife total.
Mas ainda assim eu tento me enganar, com pensamentos do tipo:

 

“Dessa vez eu consigo controlar”

“Só duas horinhas por dia.”

“Se ficar obsessivo eu deleto tudo de novo.”

“Se eu não disser quem eu sou, criar um outro nome e não entrar em contato com ninguém que conhecia, fica mais fácil…”

 

Tudo conversa fiada.
Maldiiiiiiita Blizzard!!! hehuhauhuhaa

 

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Um Lugar, para escrever e pensar, sobre minha vida

September 21st, 2009 by Eric Coutinho 2 comments »

blog_eric_coutinho_sol_dia_janela_escrever_meditarTirei fotos dessa cadeira, onde estou sentado agora, pra colocar no blog. Gostaria de escrever algo sobre isso, mas nem sei bem o que.

Esse é um momento de repouso e relaxamento nos meus dias – um repouso mental. É a hora em que bate o sol, quando há sol, aqui nesse cantinho, entre duas e três horas, mais ou menos.

Então, quase todos os dias sento aqui, sempre com uma xícara de café e os cigarros. Ora com um livro, ora com este caderno. Leio um pouco, ou escrevo, reflito sobre minha vida e sobre as coisas da vida. Às vezes fecho os olhos e medito, enquanto o sol me esquenta, me dá forças, me acalma.

 

É preciso entrar em contato comigo mesmo, e curiosamente, é na rotina e no ócio que esse contato se dá. Venho tentando estipular horários pra tudo, escritos num papel, nada forçoso ou imperativo, mas algo adaptável, que faça ao mesmo tempo com que eu me sinta bem, tenha dias mais produtivos, e faça este contato comigo mesmo, até mesmo com meu próprio corpo, já que nos dias de hoje tudo é feito às pressas. Não tomamos consciência de nosso corpo nem tomando banho. É tudo corrido e apressado, enquanto a mente divaga entre a próxima tarefa e contas mentais, talvez, masturbações mentais que nos impedem de sentir o aqui… o agora.

blog_eric_coutinho_sol_dia_janela_cigarro_caderno

 

Eu cansei de viver assim, e imaginei um dia, que a saída seria viver no campo. Mas onde quer que eu vá, existe uma constante – eu e minhas manias, neuroses e loucuras, vão junto. Meu espírito inquieto vai sempre junto. A saída realmente, é ser dono de mim mesmo. Pois onde quer que eu esteja, poderei ter a sensação de calmaria, da vida no campo. A mansidão e a doçura dessa vida, residem aqui dentro, de mim mesmo. É um caminho a percorrer, mais longo, porém mais real, do que o caminho de qualquer estrada, que eu possa querer tomar.

 

A vida é de dentro pra fora, mas insistimos em vivê-la, de fora pra dentro.

 

“O mistério da vida é que a vida não tem mistério, é pra ser vivida.”

 

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Eu, nas Mídias sociais (Twitter, Orkut, Facebook, etc) e na Vida social

September 19th, 2009 by Eric Coutinho 3 comments »

blog_eric_coutinho_midias_sociais_social_mediaVenho refletindo à respeito de minha presença e frequência em redes sociais, como Twitter, Orkut e Facebook principalmente, além de qualquer outro meio de comunicação online, ao longo do tempo. Geralmente me apego a um em especial e o utilizo compulsivamente, assim como todos os dias ligo o Pc na página do Gmail, pra conferir emails, me ligo também automaticamente à esta rede da vez. A rede da vez agora é o Twitter, e inicio o Tweet Deck logo após abrir o Gmail, sempre que ligo o computador. Virou mania, e/ou uma necessidade, inventada é claro, mas ainda assim, necessidade. Mas porque preciso tanto, ou penso precisar, estar conectado à essas redes? Entendi esse motivo há bem pouco tempo, após sair de minha segunda internação.

Antes de me ligar em alguma dessas redes, após ficar 29 dias sem nenhum contato com a internet, percebi a necessidade diária de me comunicar com pessoas. Nos primeiros dias, buscava pessoas que conheço realmente, e telefonava pra elas, diariamente, nem sempre para as mesmas pessoas, pra bater um papo. Depois que comecei a usar o Twitter novamente, perdi esse ímpeto, então só posso chegar à uma conclusão:

Utilizo a internet, principalmente as redes sociais, como substituto do convívio social.

Desde que voltei a utilizar de forma compulsiva o Twitter, essa minha necessidade de falar com as pessoas foi reduzindo ao zero, e hoje não tenho feito mais esses telefonemas, pra pessoas que conheço na vida real. Utilizar essas redes, me dá a impressão ou sensação, de que estou tendo contatos sociais, mesmo que eu não conheça as pessoas com quem troco breves comentários. São contatos curtos ou vazios, com pouco significado ou importância. Não são amigos, nem pessoas com quem posso contar ou me encontrar para um bate papo frente à frente. Esses contatos são, portanto, mímeses das relações sociais que deveria ter ou construir.

blog_eric_coutinho_midias_sociais_social_media_twitterPercebi também um outro comportamento, que tem a ver com meu texto anterior, o de seguir (twitter) e tentar conversar com desconhecidos, porém conhecidos na web, pessoas pelas quais nutro alguma admiração (ou inveja?). Essas pessoas geralmente fazem o que eu gostaria de fazer, são o que eu gostaria de ser, ou representam algo pra mim, que me falta. São preenchimentos pobres e imaginários para lacunas que deveriam ser preenchidas ao longo do tempo e do trabalho. Me coloco então, infelizmente na posição que critico, “aquela gente” que não se manca e quer ser “amigo de famosos”, mesmo que não sejam realmente famosos, mas tenham aceitação em alguma esfera. Eu rodeio a vida dessas pessoas e acompanho, por vezes (não sou stalker), suas conquistas, com sentimento de perplexidade e espanto. Pareço estar contente com tais acontecimentos, mas na verdade preciso admitir: É inveja. Pois no fundo não me sinto capaz de realizar minhas próprias conquistas, fazer de minha própria vida uma coisa a ser comentada e apreciada.

Citando exemplos, das pessoas que mais têm me chamado a atenção ultimamente, e com quem insisto em ter esses “contatos”, tem o Cardoso (Contraditorium), o casal Carlos Merigo (Brainstorm#9) e Bruna Calheiros (Smelly Cat e Baunilha), Mirian Bottan (Substantivolátil), entre outros. Esses pelo menos acompanho em parte o que andam fazendo, mas os outros, que sei que estão fazendo alguma coisa por aí, que tem presença na web, sequer me dou ao trabalho de lê-los em seus blogs. Acompanho por acompanhar… pra me sentir fazendo parte, humm… de que mesmo? Na verdade, percebo que não admiro tanto o que tais pessoas fazem, admiro onde estão chegando, o que conquistam com o que fazem… isso é inveja mesmo, infelizmente.

Cheguei a pensar em participar da tal promoção Porto cai na Rede, não porque tenha algum interesse em conhecer Porto de Galinhas, mas pra estar presente num evento com 40 blogueiros conhecidos. Mas o que eu acho que posso ganhar ficando próximo de pessoas que são bem sucedidas no que fazem? Sucesso, seja lá qual for a interpretação da palavra, não se consegue por osmose. Ao invés de estar próximo de blogueiros, vai blogar!
Numa rápida avaliação de meu comportamento nesses anos de web, posso ver nitidamente, que sempre fiz questão de fazer parte de alguma “rodinha”… mas sempre quis entrar pela janela.

Não espero que tais pessoas leiam nada do que escrevo, e mesmo que leiam, não espero que compreendam, muito menos achem “legal” ter um invejoso por aí acompanhando o que fazem. E não me orgulho nem um pouco do que escrevo aqui, apenas reforço o que tenho feito desde sempre – me abrir, desnudar, me caguetar, mesmo publicamente. Esse tipo de atitude têm feito a maioria das pessoas se afastarem, até mesmo conhecidos reais. Mas permanece meu compromisso, de honestidade comigo mesmo.

Finalizando, sinto que é necessário meu afastamento dessas redes, não por completo, mas que não seja mais uma rotina. Preciso viver minha própria vida, e construir minha própria rede, na vida real, com pessoas reais, que posso ver, telefonar, me abrir; enfim, de fato, me relacionar. Ou então continuo nessa, vivendo como Pária.

 

imagem das almofadas editada, retirada de: Chicclete.com

O Pária . Vivendo, ou vendo a vida passar

September 19th, 2009 by Eric Coutinho No comments »

Eu sou um Pária, um Holandês Voador, há 20 anos cruzando essas terras como um fantasma, um observador da vida, das conquistas e misérias alheias. Minha própria vida é mero detalhe, pois que ela é observar, acompanhar de perto; e quanto mais perto, maior a sensação de experiência própria. Assimiliando resultados dos feitos de terceiros, ou algo que se aproxime e resuma, o que será dito agora.

blog_eric_coutinho_crise_infinitas_terras_hq_dc_comicsLembro-me da primeira HQ de heróis que li, Novos Titãs nº8 (1986). Comprei em uma rodoviária, por não ter nenhuma da Mônica e similares (Maurício de Souza), mas isso não interessa aqui. Mais tarde, em sua edição nº12, começava Crise nas Infinitas Terras, um evento editorial da DC (Detetive Comics) que tinha por objetivo rearrumar o cenário de personagens. Dentre eles, havia um com o nome Pária, cuja história instantâneamente me atraiu, por algum motivo. Ele queria descobrir a origem do Universo, e ao “ver” tal origem, desencadeou a destruição de tal Universo; e foi condenado a observar, sem nada poder fazer, sempre que um Universo estava pra ser destruído. Era um personagem poderoso e culto, porém atormentado, que não conseguia enxergar seu papel na existência.

Não foi à toa que me identifiquei com tal personagem, ainda aos 10 anos de idade. Ultimamente percebo o quanto tenho me colocado no papel de observador da vida, incluindo a vida alheia. As experiências que passo adiante, geralmente são a de outros. Minhas falas, descubro agora, por vezes são de filmes que vi. Minhas próprias experiências são sempre do passado, nunca do presente. Remontam 5, 10, 20 anos…

“Com 12 anos programava em duas linguagens da época.”

“Nunca estudei pra vestibular, e passei pra duas públicas.” (2000 e 2001)

“Aprendi sozinho a montar e desmontar PCs, quando montei meu primeiro baseado em dos, de carcaças que consegui com parentes e conhecidos.” (2002)

“Um dia resolvi que não trabalharia mais pra ninguém. Me tranquei no meu quarto, estudando por um ano e meio e aprendi minha profissão.” (2003)

Enfim… sempre que me reporto a algum feito ou conquista minha, é no passado. No presente (mesmo nessas épocas), me envergonho do que faço ou do que sou, fico omisso, prefiro não dizer. Minimizando tudo aquilo que me move, e me colocando na posição de “coitado”. Descobri também, que sou invejoso…

Recentemente, percebi que costumo tentar ficar próximo das pessoas que admiro. Mas notei também, que essa admiração é no fundo inveja. Ruim admitir isso, não? Bem ruim, mas são os fatos… Inclusive meus próprios relacionamentos sexo-afetivos têm essa característica, pois são pessoas que admiro (ou invejo?).

“Minha mulher é Designer de Interiores e Artista Plástica.” (ex-mulher, desde 2007)

“Minha namorada é Analista de mídia. Trabalha pra agências de Londres, EUA e México. Já morou na Inglaterra, Itália e Portugal.” (ex-namorada, desde o mês passado)

Estou sempre contando a vida através dos olhos alheios; e minhas próprias experiências são julgadas como tolas ou vergonhosas. Desde que comecei a trabalhar sozinho, mesmo em uma época em que tal trabalho era meu sustento, não conseguia dizer que era Designer. Dizia que trabalhava com internet, pra evitar maiores perguntas, sempre me diminuindo.

blog_eric_coutinho_paria_crise_dc_comics_hqE assim tenho vivido a vida, ou passado por ela; próximo de pessoas que admiro, ou invejo, não sei precisar. Minha própria vida – um limbo - um curta-metragem com cenas de uso de drogas e internações psiquiátricas. Somando ao meu sempre presente gosto, e semi-dedicação à arte, minha vida mais uma vez é contada por outros… aqueles filmes que eu vi e me identifiquei, do artista atormentado, incompreendido e brilhante.

Mas me falta o brilho.

O dia acaba… na hora do rush e no trânsito do Rio

September 15th, 2009 by Eric Coutinho 1 comment »

eric_coutinho_blog_hora_rush_transito_rio_editDecididamente, eu não nasci pra isso… Foram 5 horas fazendo baldeações, só por conta dos 40 minutos de terapia. Quem é que vai me devolver as 4:20hs que foram pro ralo?

Hoje é terça feira, e minha terapia, em Santa Teresa, começa às 16hs. Saio de casa às 14hs, pra dar tempo de chegar com folga, sem correria e atropelos. E quem disse que folga? Geralmente sim, mas hoje foi um caos…

Saio do Grajaú, e ando até uma praça, pra pegar o 226 integração Metrô. No trajeto até a praça Saens Pena, nada de trânsito, mas a primeira pequena aporrinhação. À minha frente, senta uma menina e sua mãe, ao meu lado, o filho, que se esticando todo pra frente, pra interagir com elas, ficava forçando sua perna na minha. Odeio isso, e odeio muito. Nem quando é mulher, nem quando é gostosa, eu gosto. Meu espaço é sagrado. Como se não bastasse, eles falavam alto, e mesmo com os fones de ouvido (que não tocam baixo) ouvia a ladainha. Fui tomado pela raiva, o ódio, e a vontade de dar uma de louco, mas fiquei na minha.

Vamos ao metrô, até a estação da Carioca. Tudo tranquilo por lá, se eu não tivesse me distraído, de olhos fechados ouvindo música; e quando me dei conta, abri os olhos e vi a placa “carioca” gritando na minha frente. Levantei apressado, mas uma velha bloqueou meu caminho, e ao invés de dar passagem, deu meia volta e foi andando devagarinho na minha frente, como faz minha mãe ou minha avó. A porta fechou, me preparei pra descer na Cinelândia e voltar, pensando: “Velha filha da puta!”

Na Carioca, o monte de desvios, de gente louca e robotizada que mal te vê. Onde ia atravessar, parado olhando o trânsito que deveria parar alguma hora, um “ser” se posiciona exatamente entre eu e minha vista, há uns 20cm de distância. De óculos escuros, fiquei olhando com raiva pra cara do retardado, que logo olhou pra minha e percebeu meu olhar por trás das lentes, virando a cara logo em seguida.

Hora do 206, que sobre Santa Teresa. Um sujeito de turbante e barba longa entra no ônibus e senta dois bancos à frente (foda-se). Depois percebi como as pessoas olhavam pra ele, e rapidamente pensei em EUA, terrorista, homem-bomba, paranóianum instante já vinha a cena em minha mente, de algo explodindo nele, meus ferimentos, e até as manchetes… que insano… Mais à frente um moleque (nem tanto) na rua o vê e grita algo do tipo “hari baba”, rindo de escárnio. E eu penso: “O cara é preto e vai zoar o outro?”. “Depois reclamam de preconceito, blabla…”. Pensamento torto, sem nenhuma base. E eu conversando comigo mesmo, sempre.

O trânsito estava uma merda, e demorei 55min pra chegar em Santa Teresa, com aquele motorista manco que pisava bruscamente no freio o tempo todo, e o ônibus lixarento que tremia e relinchava sem parar. Desci do ônibus puto, com tudo, todo mundo, coisa normal aqui comigo.

Saí de lá às 17hs. “Beleza, não vou pegar o rush!”… O caralho. O tal do 206 só veio 25min depois, e no trajeto fiquei olhando o relógio, como se às 18hs fosse explodir uma bomba, ou algo assim. Na rua ao lado do Largo da Carioca, o caos. 100 metros e o sinal abrindo e fechando 6 vezes! Até que dei aquele “alô” ao motorista, desci e continuei andando, pro metrô.

Na fila quilométrica pra comprar o bilhete, o desgraçado do funcionário da casa, ficava berrando, tentando vender o cartão pré-pago, com a desculpa da “grande vantagem” que trazia. Comprei o bilhete… 5 pras 6. Pra minha surpresa, o metrô não estava lotado, ao contrário dos dias em que o pego às 18:30hs mais ou menos, quando tenho que esperar dois ou três passarem, apenas pra ficar na linha, na mira dos que te empurram até te espremer em algum canto do vagão lotado. Hoje foi tranquilo, tirando os habituais “cheiros de gente” que tive que aturar.

Algumas pessoas no caminho, me olhavam com certo espanto, acho que por conta dos óculos escuros uma hora dessas. Cheguei a pensar em tirar, afinal de contas não sou artista e não preciso me esconder… hummm preciso. De óculos ninguém sabe pra onde você olha, e dá pra ignorar o carinha que vem sentar, ou do teu lado ou do outro lado… e imaginando que você não viu ele chegar e manteve a perna no outro banco, desiste do teu lado e vai pro outro, coisas do tipo.

Chegando na Tijuca, entrei no 226 e resolvi tirar os óculos, já incomodando, quando tentei olhar melhor pra uma menina e não saquei certos detalhes… shades off (quanta menina bonita na rua). Trânsito do caralho e mais 40min até o Grajaú, onde podia optar por ir pra casa ou emendar numa reunião. Pensei 15 vezes… casa! Os pés doendo, olhar vazio de quem voltou de uma cadeia. Que inferno…

Aí eu penso na época em que eu trabalhava de 9 às 18hs e sinceramente, não lembro, nem quero lembrar. Como é bom ser pobre, mas um pobre que fica em casa. E palmas aos guerreiros de todos os dias, que enfrentam essa merda, nas ruas do Rio de Janeiro. Maldita cidade grande!

Pagando Mico . (teste de vídeo youtube)

September 14th, 2009 by Eric Coutinho No comments »

Já que vou precisar testar o vídeo nesse theme de Wordpress, aproveito pra colocar um que upei hoje pro YouTube. Foi um dia bonitão de Sol no Rio, e daqui da minha janela no Grajaú, no terceiro andar, a movimentação na gigantesca árvore em frente foi grande… Pássaros diversos, incluindo revoada de maritacas, e um casal de micos, que se fuderam pra escapar de um casal de pássaros.

O que você está olhando?

September 12th, 2009 by Eric Coutinho No comments »

eric_coutinho_blog_edicao_imagemCalma que não tem nada pronto aqui.
Vai dar uma volta, vai…